Novos Tempos, Novas Atitudes

“…Transformai-vos pela renovação da vossa mente…”. Romanos 12:2.

Albert Einstein físico teórico alemão. Entre seus principais trabalhos desenvolveu a teoria da relatividade geral, ao lado da mecânica quântica um dos dois pilares da física moderna. Nasceu em 14 de março de 1879 na Alemanha, e morreu em 18 de abril de 1955, em Princeton, Nova Jersey, EUA. E dentre suas célebres frases, uma delas dizia o seguinte: “Tolice é fazer as coisas sempre do mesmo jeito e esperar resultados diferentes”.

Por isso qualquer projeto ou elaboração de trabalho ou evento é preciso exercitar a capacidade de renovar as ações para fazer-se entender nestes novos tempos. Ouvimos por vezes a frase, – “puxa, aquela pessoa parou no tempo”. Quer dizer ficou para trás, não evoluiu não renovou. E diz: “ah…no meu tempo é que as coisas eram boas”.

Fica claro aqui, que nossa relação com a vida em termos de passado, presente e futuro, tem com certeza sua importância e significância. Porém para cada momento há a necessidade de acompanhar o tempo em que se encontra. A forma como se ensinava há trinta anos, em nossas escolas não pode ser a mesma para hoje. Pois os tempos mudaram, a forma mudou, os métodos mudaram, a vida evoluiu. E para se fazer entender é preciso sim reciclar, reinventar e renovar a mente para não se conformar com este tempo, em seus diferentes aspectos e manifestações.
O reino de Deus e sua expansão também dependem de pessoas que se renovam e mudam a forma de fazer, e acompanham o tempo hoje. Quando assim acontece, quase sempre, os resultados são consistentes e sólidos. E isto vale para todos os setores de nossa vida pessoal, família, trabalho, finanças, etc. O “status quo”, clama por referenciais claros e firmes, pessoas convictas, determinadas naquilo que creem. E particularmente acredito que um retorno cada vez mais concentrado na Palavra de Deus e seus ensinamentos, poderão nos colocar em ampla vantagem em um mundo confuso e inseguro que estamos vivendo. E bom é que neste pleito temos Deus como parceiro.
Assim, sempre atualizados, os resultados virão por meio de diferentes e renovadas ações. O processo de renovação de mente e ações equilibradas mostrarão a cada momento que a vontade de Deus continuará acontecendo hoje, de maneira renovada e sempre se renovando.

E você como instrumento eficaz para o hoje, continuará sendo abençoado para continuamente abençoar.

Rev. Edson Martins

Texto publicado originalmente no Boletim nº 33/2017, da Igreja Presbiteriana de Florianópolis.

A Importância da Justificação

“Se você crer em Cristo, Ele não o deixará viver segundo a vontade da carne. Pelo Seu Espírito, Ele o constrangerá a mortificar seus desejos e paixões. Se Ele te der a Graça de fazê-lo crente, Ele te dará a Graça de viver uma vida santa também – se Ele te der a Fé, ele também te dará as boas obras depois disso! Você não pode crer em Cristo a menos que renuncie toda o engano e resolva servir a Ele com um firme propósito de coração…”

“Ó, creiam em Cristo, pobres pecadores! Creiam em Cristo! Vocês que estão cientes de sua culpa e miséria, venham! Lançem-se sobre Ele! Venham e confiem no meu Mestre e, assim como Ele vive, diante do qual estou, vocês nunca crerão nEle em vão! Não, mas vocês se verão perdoados e seguirão seu caminho, pela Sua Graça, regozijando-se em Cristo Jesus!”.
C. H. Spurgeon

Creio que essa citação acima retrate muito bem o que é a justificação e a Graça de Deus em nossa vidas. Assim, Justificação é uma ação que Deus realiza na vida de uma pessoa, e que somente pelo poder do sangue justo de Cristo um pecador arrependido é livre da pesada pena da Lei, que é a morte, reconciliando-se com Deus e considerado justo pela justiça imputada de Jesus Cristo.

A Palavra de Deus nos mostra o motivo e o modo de justificação para o homem: “pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé […]” (Romanos 3.23-25). A Fé é o meio pelo qual o injusto se torna justo diante de Deus, como no o exemplo de Abraão: “Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça.” (Romanos 4.3).

Assim é Deus quem justifica o homem, e a justificação é única, já está feita ou completa em todos os seus sentidos no exato momento em que um pecador crê nas boas novas evangelho do Senhor Jesus. E é através da fé que o Espírito Santo concede a justiça de Cristo ao homem arrependido. A Escritura diz: “É Deus que justifica” (Rom. 8:33). E em outra passagem diz: “Sendo justificados livremente pela Sua graça por meio da redenção que está em Cristo” (Rom. 3:24). Um homem pecador não merece nada que venha de Deus. Assim, a justificação é completamente a Graça e o Amor Divino. Convém ler as passagens de Rm 3:20; 4:2-6; Tt 3:5.

A base da justificação é o sangue e o caráter de justiça de Jesus Cristo. A fé é simplesmente o meio de justificação. O homem, por causa da sua vida pecaminosa, não pode obter obediência perfeita. Assim a justificação deve ter sua base fora do homem, e somente justiça de Cristo que viveu uma vida perfeita, nos dá uma posição positiva diante de Deus.

Contudo, a justificação tem aspectos importantes na nossa vida, sendo que um deles é a remissão dos nossos pecados. O perdão concedido por Deus na justificação aplica-se a todos os pecados, por isso, envolve a remoção de toda culpa e de toda a pena.

As passagens como de Romanos 5.21; 8.1,32-34; Hebreus 10.14; Salmos 103.12; Isaías 44.22 nos falam que a pessoa justificada está isenta de condenação e é herdeira da vida eterna. Assim, a justificação é como um juiz absolvendo o acusado. E isso está declarado em: “e, por meio dele, todo o que crê é justificado de todas as coisas das quais vós não pudestes ser justificados pela lei de Moisés.” (Atos 13.39); “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” ( I Coríntios 6.11).

Outro aspecto da justificação é que Cristo Jesus coloca em nós uma veste de sua própria santidade, “nos veste com sua Justiça”. A Escritura diz que, pela fé, temos “…remissão de pecados e herança entre os que são santificados…” (At 26.18). Considere ler também as passagens de Rm 3:22, 4:3-6, 10:4; Fp 3:9. E mesmo depois de sermos justificados, continuamos cometendo pecados (Tg 3.2; 1Jo 1.8). O próprio Cristo nos ensinou isso na oração do Pai Nosso (Mt 6.12).

Na justificação, Deus remove de nós a culpa, a punição eterna (a morte eterna), no sentido jurídico da palavra, mas não a culpa (pesar) que está presente quando praticamos em nossa vida algum pecado. E essa culpa sempre produz em nós um sentimento de tristeza, de arrependimento, de frustração. Um cristão que tem consciência de seu pecado sempre vai confessá-lo para ter o consolo do perdão Divino que vem de um Deus que nos ama tanto que nos chama de seus filhos amados. O Apóstolo Paulo nos diz: “…Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (Gl 4.4-6).

O Espírito de Cristo nos regenera, justifica, santifica e nos capacita a nos achegarmos a Deus cheios de confiança, olhando para ele como nosso Pai de amor eterno sendo filhos herdeiros, e co-herdeiros com Cristo (Rm 8.17).

“Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.” I Co 6:11.

Em I Coríntios 1.30 lemos: “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção”.

É tão bom saber que pertencemos a um Deus de Amor que apagou as nossas transgressões, dos nossos pecados não se lembra mais, e que somos feitos justiça de Deus em Jesus.

Assim, conhecer a justificação é importante para vida de todo cristão, porque o entendimento da justificação e da Graça nos move ao coração do nosso Senhor, nos mantém puros e dedicados a Cristo e com isso nos leva a cada dia à santificação e formação do nosso caráter cristão. Quando não reconhecemos o presente de Deus que é “o favor imerecido”, começamos a pensar que merecemos a salvação, ou que nossa justificação vem pelas nossas obras, mas não há nenhuma ação que possamos fazer para nos tornarmos dignos da justiça de Cristo. É somente pela Sua graça, mediante a nossa fé, que Deus nos concede a santidade de Seu Filho. “O justo viverá pela fé” (Habacuque 2:4; Romanos 1:17; Gálatas 3:11; Hebreus 10:38).

Fonte: http://reformai.com/importancia-da-justificacao/

Referências:
Ebook Justificação pela Graça – C.H Spurgeon.

DE 27 a 31 GRANDE CELEBRAÇÃO E ESPETÁCULO MUSICAL

 

27 Out

19h30
Sexta
Celebração Jovem.

28 Out

19h
Sábado
Celebração Luteranos (Com Reverendo Rudi Zimmer)
Espetáculo Musical

29 Out

19h
Domingo
Celebração Presbiterianos
Espetáculo Musical

30 Out

19h30
Segunda
Celebração Batistas (Com Reverendo Josué Mello Salgado)
Espetáculo Musical

31 Out

19h30
Terça
Celebração Geral (Com Pregadores das Igrejas Participantes)
Espetáculo Musical

 

Para mais informações entre em contato clicando aqui.

Um Breve Diálogo Sobre a Predestinação x Livre-Arbítrio

‘’ Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo, assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele e em amor nos predestinou para ele, para adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado, no qual temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça, que Deus derramou abundantemente sobre nós em toda a sabedoria e prudência, desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas conforme o conselho da sua vontade, a fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que de antemão esperamos em Cristo; em quem também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Santo Espírito da promessa; o qual é o penhor da nossa herança, até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória.’’ (Efésios 1:3-11)

A passagem acima nos apresenta as bênçãos que temos de Deus como Autor da nossa redenção. Eu poderia citar um ou dois versículos para a abordagem, entretanto, a passagem acima descreve um discurso consecutivo, pausado apenas por vírgulas e ponto e vírgulas, o ponto final só aparece após 11 versículos. O apóstolo Paulo trata nestes versículos da eleição em Cristo, ou seja, Deus elegeu e predestinou os Seus filhos antes da fundação do mundo.

A predestinação se revela de modo específico no livro de Romanos 9:6-29, em Efésios 1:3-14, João 15:16 e em outros versículos. É inegável a significação de ‘’predestinou’’, Deus determinou de modo prévio aqueles que Ele iria salvar, o Seu povo. Se observarmos desde Gênesis, veremos que Deus cercava, protegia e cuidava dos Seus. Ele poderia ter destruído a humanidade por conta do pecado, mas nos deu a maior prova de amor na cruz. Tudo isso estava determinado em Seus decretos, Ele escolheu nos salvar!

‘’Não fostes vós que escolhestes a mim, pelo contrário, eu vos escolhi a vós para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedires ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.’’ (João 15:16)

E quanto ao livre-arbítrio? Os que professam o livre-arbítrio pra salvação tentam fazer um somatório com alguns versículos, de modo que pareça que o homem teve poder para colocar a si mesmo no céu. Se o homem pudesse fazer isso, não haveria então a necessidade de um sacrifício na cruz, mas, esse sacrifício foi necessário justamente porque estávamos mortos em nossos pecados, inimigos de Deus que precisaram ser reconciliados (Romanos 5:10). Alguns defendem piamente o livre-arbítrio por acreditarem que a predestinação não é algo bíblico, por crer que ela induz as pessoas a serem relaxadas espiritualmente já que se consideram predestinadas, e por acreditarem erroneamente que já que Deus predestinou tudo o evangelismo não seria necessário, e também por encararem que nessa perspectiva Deus trataria os humanos como seres mecânicos. Essas coisas não têm apoio biblicamente!

Algumas considerações:

1ª Deus escolheu nos amar primeiro, nos só O amamos porque Ele fez isso primeiro (1 João 4:19), e o convencimento do pecado, da justiça e do juízo é obra do Espírito Santo (João 16:8-11).

2ª A predestinação não traz um marasmo espiritual, pelo contrário, ela faz com que encaremos o quão miseráveis somos, ela derruba o nosso orgulho, e nos mostra o quanto Deus fez para nos salvar; é um exercício árduo de humildade.

3ª A pregação e o evangelismo são decretos de Deus, e felizes são os que participam dessa grande comitiva aqui na Terra! São filhos que entendem que a obra do Senhor é importante, e pregam, sabendo, porém que Deus é quem acrescenta os que irão ser salvos:

‘’Diariamente perseveravam unânimes no templo, partindo pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.’’ (Atos 2:46-47)

4ª Nós temos vontades, anseios, emoções, escolhas e agimos de modo orgânico no dia-a-dia, mas no que diz respeito à salvação, saiba que sempre Deus irá te convencer de algum erro, Ele irá atrai-lo para Si, e cercará os teus caminhos de modo que você não se perca. Isso é uma grande prova de amor! Lembre-se da conversão de Paulo (Atos 9), onde ele, obstinado em sua religiosidade, foi atraído pelo próprio Cristo à mudança, por meio de Sua graça; Paulo pôde resistir? De modo algum!

Mas, e no que diz respeito às obras, já que cada um dará conta de si? Pois bem, a salvação não é por obras!

‘’ Porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie. Pois somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas.’’ (Efésios 2:8-10)

As obras não justificam a nossa salvação, as boas obras são resultantes da salvação que temos em Cristo; fomos criados para as boas obras como o texto demonstra. Se apenas as obras justificassem o homem, Cristo não teria dito que algumas pessoas que profetizaram, expulsaram demônios e fizeram milagres ficariam fora do reino dos céus (Mateus 7:22-23). Se a salvação fosse pelo estado natural do homem, nenhum de nós iria até Cristo, nenhum de nós iria adquirir a vida eterna, pois a nossa velha natureza segue o livre curso deste mundo; essa natureza faz com que nos inclinemos à carne. Todo ser humano está morto em seus delitos e pecados, sendo filhos da ira de Deus, até receber a vida em Cristo (Efésios 2:1-7). Se a salvação pudesse ser perdida, perderíamos ela e assim que pedíssemos perdão adquiríamos novamente? Não há sentido algum, pois não vem de você, não vem de mim, vem de Cristo, e outra: o livro da vida não é brincadeira para que alguém tenha o nome escrito e apagado toda hora! Não estou te endossando a pecar, pelo contrário, estou lhe dizendo que se Cristo não tivesse salvado Seu povo, eles teriam perdido essa salvação na primeira oportunidade para pecar. A responsabilidade humana existe e ela deve estar sujeita à soberania de Deus.

Não sinta revolta por saber que Deus escolhe o Seu povo, sinta-se alegre e agradecido por Deus em Sua misericórdia dar esse presente:

‘’Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum! Pois ele diz a Moisés: Terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia e compadecer-me-ei de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre, mas de usar Deus a sua misericórdia. (Romanos 9:14-16)

Temos algum motivo para nos queixar da soberania de Deus? De modo algum!

 

‘’Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à Sua vontade? Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Porque me fizeste assim? Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra? Que diremos, pois se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos da ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem chamou, não só dentre os gentios? (Romanos 9:19-24)

Ao pensar na vida nesse aspecto amplo, encare o seguinte: temos várias rotas, mas é Deus que nos conduz a chegar ao destino final que nos levará ao céu. Os que perseverarem até o fim serão salvos, e os que perseverarem até o fim só conseguirão fazê-lo por causa da ajuda de Deus. Deus é Soberano!

‘’ As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.’’ (João 10:28)

Fonte: http://reformai.com/um-breve-dialogo-sobre-a-predestinacao-x-livre-arbitrio/

Relevância do evangelho na cultura do nosso Tempo

Paulo, apóstolo enviado, não da parte de homens nem por meio de pessoa alguma, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dos mortos,
e todos os irmãos que estão comigo, às igrejas da Galácia:
A vocês, graça e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo, que se entregou a si mesmo por nossos pecados a fim de nos resgatar desta presente era perversa, segundo a vontade de nosso Deus e Pai, a quem seja a glória para todo o sempre. Amém. Admiro-me de que vocês estejam abandonando tão rapidamente aquele que os chamou pela graça de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo.
Mas ainda que nós ou um anjo do céu pregue um evangelho diferente daquele que lhes pregamos, que seja amaldiçoado!
Como já dissemos, agora repito: Se alguém lhes anuncia um evangelho diferente daquele que já receberam, que seja amaldiçoado! Acaso busco eu agora a aprovação dos homens ou a de Deus? Ou estou tentando agradar a homens? Se eu ainda estivesse procurando agradar a homens, não seria servo de Cristo.
Gálatas 1:1-10

A igreja caminha na história, e é impossível andar sem o diálogo da cultura do seu tempo, porque a fé cristã e a ação do Espirito Santo se move na história. Um exemplo para isso é no livro de Atos no capitulo 2:

Então Pedro levantou-se com os Onze e, em alta voz, dirigiu-se à multidão: “Homens da Judéia e todos os que vivem em Jerusalém, deixem-me explicar-lhes isto! Ouçam com atenção:
estes homens não estão bêbados, como vocês supõem. Ainda são nove horas da manhã!
Pelo contrário, isto é o que foi predito pelo profeta Joel:
‘Nos últimos dias, diz Deus, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os jovens terão visões, os velhos terão sonhos.
Sobre os meus servos e as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e eles profetizarão.
Mostrarei maravilhas em cima no céu e sinais em baixo, na terra, sangue, fogo e nuvens de fumaça. O sol se tornará em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo!
Atos 2:14-21

Vemos Pedro pregando em Jerusalém para explicar o evento da descida do Espírito Santo, na Festa do pentecostes. Lembrando que Jerusalém era a “capital religiosa” do mundo nesse tempo, e o apóstolo Pedro começa a pregar seguindo o texto do profeta Joel, pois, Jerusalém nesses dias estava cheia de judeus e pessoas seguidoras do judaísmo para a festa e sabiam muito bem quem era o Profeta Joel e qual profecia o Apóstolo Pedro estava falando.

Porém, no capítulo 17 de Atos, temos a passagem do apóstolo Paulo pregando o evangelho de forma diferente na “capital intelectual” do mundo naquele tempo vejamos:

Enquanto esperava por eles em Atenas, Paulo ficou profundamente indignado ao ver que a cidade estava cheia de ídolos.
Por isso, discutia na sinagoga com judeus e com gregos tementes a Deus, bem como na praça principal, todos os dias, com aqueles que por ali se encontravam.
Alguns filósofos epicureus e estoicos começaram a discutir com ele. Alguns perguntavam: “O que está tentando dizer esse tagarela? ” Outros diziam: “Parece que ele está anunciando deuses estrangeiros”, pois Paulo estava pregando as boas novas a respeito de Jesus e da ressurreição.
Então o levaram a uma reunião do Areópago, onde lhe perguntaram: “Podemos saber que novo ensino é esse que você está anunciando?
Você está nos apresentando algumas idéias estranhas, e queremos saber o que elas significam”.
Todos os atenienses e estrangeiros que ali viviam não cuidavam de outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades.

Então Paulo levantou-se na reunião do Areópago e disse: “Atenienses! Vejo que em todos os aspectos vocês são muito religiosos, pois, andando pela cidade, observei cuidadosamente seus objetos de culto e encontrei até um altar com esta inscrição: AO DEUS DESCONHECIDO. Ora, o que vocês adoram, apesar de não conhecerem, eu lhes anuncio.
“O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há é o Senhor do céu e da terra, e não habita em santuários feitos por mãos humanas. Ele não é servido por mãos de homens, como se necessitasse de algo, porque ele mesmo dá a todos a vida, o fôlego e as demais coisas. De um só fez ele todos os povos, para que povoassem toda a terra, tendo determinado os tempos anteriormente estabelecidos e os lugares exatos em que deveriam habitar. Deus fez isso para que os homens o buscassem e talvez, tateando, pudessem encontrá-lo, embora não esteja longe de cada um de nós.
‘Pois nele vivemos, nos movemos e existimos’, como disseram alguns dos poetas de vocês: ‘Também somos descendência dele’.
Atos 17:16-28

A maneira que Paulo prega o evangelho no Areópago em Atenas é de uma forma diferente, pois ele usa a cultura do povo que está ao seu redor para anunciar as boas novas do Reino. Um livro que trata muito a respeito de missões chamado Fator Melquisedeque – Ed. Vida Nova- 2008, o Autor Don Richardson trata dessa passagem de Atos 17 e fala da inscrição: Ao Deus Desconhecido. Onde conta uma história que houve uma praga muito grande na cidade de Atenas e muitas pessoas ficaram doente e ofereceram sacrifícios a vários deuses e não tiveram sucesso, e um sábio chamado Epimênides exclamou que talvez existisse um Deus maior que todos os outros deuses que pudesse curar as pessoas dessa praga, então fizeram o altar ao Deus Desconhecido e muitos foram curados.

Provavelmente sabendo dessa história, e dos principais elementos culturais e pensamento filósofos, Paulo começa a falar do evangelho para aos atenienses. E sua pregação não teria efeito se ele falasse do texto de Joel, ou falasse expressões em hebraico, ele não teria sucesso, mais Paulo observando a cultura ao seu redor contextualiza a pregação do evangelho para que atinja o coração do povo idolatra da cidade Atenas.

Vejamos o Livro de Daniel:

Então o rei ordenou que Aspenaz, o chefe dos oficiais da sua corte, trouxesse alguns dos israelitas da família real e da nobreza;
jovens sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no palácio do rei. Ele devia ensinar-lhes a língua e a literatura dos babilônios.
Daniel 1:3,4

Vemos que Daniel aprendeu, a língua e a literatura dos babilônios. E em todo livro de Daniel vemos Deus falando com os reis da babilonia, através de Sonhos que eram figuras usadas nesses sonhos eram da cultura babilônica. E para que Daniel fosse eficiente e relevante onde estava precisava alem da ajuda do Espirito Santo o conhecimento da cultura do seu tempo.
Na história da igreja vemos do segundo século Justino Martir (100-165 D.C), um filósofo cristão, que era hábil no conhecimento e no saber, ele começou a usar a filosofia para comunicar o evangelho, e que a filosofia de Cristo era a única para se viver no tempo onde a filosofia Grega dominava o mundo.

O próprio Jesus Cristo fez isso comunicando o evangelho, Jesus pregava o evangelho com figuras tipicas do seu tempo, em Mateus 13 fala .. “O Semeador saiu para semear…” isso era comum para as pessoas do seu tempo onde viviam em um contexto na sua maior parte rural e entendiam o que nosso Senhor Jesus queria expor para suas vidas.

O problema não é o diálogo com a cultura e sim quando pensamos o evangelho pela cultura do nosso tempo, usando parâmetros da nossa cultura para pensar nossa fé.

Um exemplo foi o ocorrido entre o final do século XIX e começo do século XX, onde houve um grande crescimento do racionalismo e crescimento da modernidade, e muitos teólogos e pastores pensaram a fé pelos parâmetros do racionalismo formando assim a Teologia Liberal, que é uma leitura da fé cristã pelos parâmetros da racionalidade, tirando todo os eventos sobrenaturais bíblicos. Muitas delas ouvimos até hoje como questões de que o povo de Israel, ao sair do Egito, passou mar vermelho com a maré baixa para que eles passassem, ou que Cristo nunca ressuscitou de verdade e sim que isso foi uma mitologia criada pelos seus seguidores na época em que a cultura greco-romana dominava.

Outro exemplo que temos é o pensamento do consumismo criando o que vemos hoje como a Teologia da Prosperidade, onde o pensamento da fé está ligada a cultura de status vindo América do Norte, ou seja, o sonho de consumo americano que é casa, emprego, status social, dinheiro, carro etc.. e com isso vemos muitas vezes o mercado da fé e o negociar com Deus em muitas igrejas, mas esquecemos que a bíblia fala que seremos abençoados pelo Senhor com trabalho das nossas mãos.

Quando pensamos a fé pelos parâmetros da cultura vamos chegar a dois problemas:

1º A diminuição da pessoa de Cristo – Ele deixa de ser suficiente, Ele vira o meio e não mais o fim. Paulo diz em Romanos 11 .. “Por que dele, por ele, e para ele são todas as coisas..”. Mas quando pensamos a fé pela cultura, Cristo deixa de ser essencial e vira trivial, Ele deixa de ser o centro da fé.

2º Cria-se um Legalismo – Ou seja, quando nos tornamos o parâmetro para medir a vida dos outros. Jesus deixa de ser o parâmetro e julgamos a vida das pessoas pelo que fazemos. Paulo diz em 1 corintios 11:1” Sede meus imitadores, como eu sou de Cristo”.. O parâmetro para o Apóstolo era Cristo.

E por isso que Paulo escreve a carta aos Galátas, a todos os povos da região da Galácia, pois um grupo de pessoas chamadas judaizantes estavam pregando que Jesus é importante, mas Ele não foi considerado importante sozinho; para os da Galácia, foi preciso juntar Cristo com a cultura judaica, junto com elementos e ritos da cultura judaica. E as pessoas da Galácia começaram a diminuir a suficiência de Cristo em suas vidas.

Será que os valores da cultura do nosso tempo, fazem pensar nossa fé em Cristo?

Hoje vivemos num mundo individualista, um pequeno exemplo que influencia nossas vidas são as propagandas de hoje em dia, onde tudo que se fala é sobre o “EU” com centro de tudo na vida. Com isso muitas vezes vamos para o culto nossas igrejas e pensamos que o culto a Cristo, foi feito para nós, e começamos a ser críticos de reuniões e cultos, onde na verdade todo culto é para o Senhor Jesus. E seguindo com esse tipo de pensamento perdemos o nosso senso de corpo de Cristo e Comunhão.

Temos hoje em nossa cultura um culto ao Edonismo, ou seja o culto ao prazer, no mundo hoje existe todas as formas possíveis de sentir prazer e fugir da realidade do mundo e fugir dos problemas da vida, as pessoas de todos os lugares fazem de tudo para sentir algo bom e prazeroso, não se importando com as consequências. E isso reflete em nosso culto ao Senhor porque muitas vezes vamos ao culto querendo sentir algo, onde falamos que o culto bom é culto que EU sinta algo, se eu não senti por que um culto de hoje foi frio. Hoje em dia as pessoas não querem pensar, nem ler… Mas, Paulo diz, inspirado pelo Espirito Santo, que a transformação em nossas vidas vem pela renovação do nosso entendimento, em Romanos 12:2.

Paulo nos deixa respostas no livro de Gálatas capítulo 1° no texto acima onde já lemos.

O primeiro conselho de Paulo para que a fé seja relevante fora dos parâmetros da cultura é: Conhecer o Evangelho, e o Apóstolo diz na passagem que o evangelho é a Graça e a Paz que vem de Deus Pai, e nosso senhor Jesus Cristo. Porém depois vem a pergunta o que é Graça? Não é apenas a conhecida frase favor imerecido, mas também com toda verdade é a ação de amor Deus na história para salvar Seu povo,ou seja, o Evangelho é a ação de amor de Deus na história para salvar os homens(GRAÇA) e a Paz que vem de Deus Pai, e nosso senhor Jesus.

Agora o que é a paz? É uma pespectiva de Relacionamento com Deus, Reconciliação com Deus, por meio da entrega na história de Jesus Cristo para nos resgatar desse mundo perdido. Com isso o Evangelho é: A ação de amor de Deus na história para salvar os homens, para criar uma perspectiva de relacionamento do Deus Pai. Isso é o Evangelho, precisamos conhecer isso com todo nosso coração para nossa fé ser relevante em nosso tempo.

O Segundo conselho de Paulo ele diz em Gálatas 1.. “que ainda que Eu ou Nós pregarmos outro evangelho que eu seja maldito..”.

Ele entendia que a fé é fundamentada nos profetas e na pregação dos apóstolos, e que sua pregação não era dele, e com isso ele não poderia mudar nada da Palavra de Deus.

Paulo entendia que tinha uma fé que não surgiu da sua razão ou intelecto, mas sim de Cristo. Então precisamos lembrar que o fundamento principal é Cristo, e que toda nossa fé tem uma história a começar de Cristo como base, depois os apóstolos, seguido dos pais apostólicos, para os pais apologetas, depois para pais do deserto, seguindo para os pais dos mosteros, depois para os reformadores, chegando aos movimentos missionários, depois aos avivalistas, e aos movimentos missionários da modernidade até chegar agora em nosso tempo. Ou seja, existe uma tradição Cristã histórica da nossa fé, e por desconhecermos isso cometemos erros em nossa caminhada cristã. Erros esses que deveríamos ter aprendido com aqueles que cometeram no passado, para que olhando isso possamos avançar em nossa vida cristã.

Se quisermos ser relevantes na pregação do evangelho, com cultura atual de nosso tempo, devemos conhecer a cada dia o Evangelho de Cristo e a graciosa história da nossa fé cristã, para vencermos os desafios que vem se levantando nos dias atuais em nosso mundo.

Toda Honra e Glória ao Senhor.

Fonte: http://reformai.com/relevancia-do-evangelho-na-cultura-do-nosso-tempo/

Estação da Gratidão

Como você tem testemunhado o amor de Deus em sua vida? Será que as pessoas ao seu redor sabem de tudo o que o Eterno graciosamente lhe tem concedido em Cristo Jesus? É muito comum as pessoas dizerem que são gratas a Deus, mas via de regra não demonstram isso com regularidade no cotidiano, tanto que as orações feitas pela maioria dos crentes possuem mais pedidos do que ações de graças.
Sabemos que a Palavra nos diz em Filipenses 4.6

“…em todas as orações peçam a Deus o que vocês precisam e orem sempre com o coração agradecido”. (NTLH)

No entanto, é bom observar que o que Paulo está afirmando é que toda a oração de súplica deve ocorrer com o coração agradecido. Observe também que no Salmo 40.3 o salmista afirma que Deus

“pôs nos lábios um
novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus; muitos verão essas coisas, temerão e confiarão no Senhor” – (Salmos 40.3).

Para o salmista este hino de louvor a Deus veio após ele afirmar no versículo 1 que ele esperou com paciência no Senhor, enquanto ele se encontrava num poço de perdição e num pântano de lama.

Nossa sociedade anda sôfrega e angustiada a procura de soluções rápidas e imediatistas para seus dilemas. Vive atrás de mais tempo para viver enquanto se enfatua de trabalho, busca mais prazeres enquanto se aprisiona, a cada dia, em toda a sorte de vícios e canseiras que não tem fim.
Entre muitos cristãos não é diferente, pelo contrário, em nosso país por exemplo, temos sido espectadores de uma religiosidade evangélica extremamente hedonista e
egocêntrica. Crentes que determinam, que declaram e que profetizam. Gente que não admite o fato de que na vida muitas vezes passamos pelos poços de perdição e que muitas vezes nos achamos em pântanos de lama.

Há muitos que se esquecem de que Deus nem sempre nos livra dos perigos e desertos, mas ele nos livra em meio aos perigos e enquanto estamos nos desertos da vida. Passar por estes lugares é um tempo de desconforto, mas pode tornar-se um
tempo de aprendizado e autoconsciência. Jesus, antes de iniciar seu ministério terreno, foi para o deserto onde foi tentado (Mt.4). Nosso Senhor não fixou os olhos no deserto mas além dele e ao passar por ele saiu mais preparado e certo da missão para a qual o Pai havia lhe chamado a realizar.

Creio que podemos comparar nossa vida a uma viagem de trem. Por onde passamos enquanto viajamos somos levados a um lugar ou trazido de outro. Não precisamos parar em todos os lugares, mas às vezes somos obrigados a fazê-lo. Muitas vezes paramos em uma mesma estação que pode nos levar para vários destinos, mas por vezes jamais iremos a algumas estações que somente avistamos de longe.

Há no entanto, uma estação pela qual é necessário que passemos todos os dias e pela qual não chegaremos a nenhum lugar se não formos nela. É a estação da gratidão. João
Calvino afirmou certa feita que “seja qual for a maneira em que Deus se agrada em socorrer-nos, ele não exige nada mais de nós senão que sejamos agradecidos pelo socorro e o guardemos na memória”.

Fonte: http://reformai.com/estacao-da-gratidao/

Qual visão política o cristão deve ter?

Não é preciso ser um cientista político para perceber a situação de completo caos que se encontra nossa nação. Escândalos de corrupção eclodem a todo momento, levantando o tapete e mostrando toda podridão de conluios e conchavos feitos outrora, com o fim de favorecer a políticos que visam apenas o enriquecimento pessoal, desviando milhões, até trilhões para seus próprios bolsos. No entanto, pelo menos a nossa vista, isso não é grande surpresa, também não é o que pretendemos tratar nesse texto, apesar de saber que é um assunto do nosso interesse, mas sim, qual tem sido e qual deve ser a reação do povo de Deus frente à tamanha desordem.

O que nos chama a atenção é que, no meio desse turbulento cenário social, muitos cristãos dividem-se em duas correntes de pensamento político (ou até três), depositando certa expectativa nas mesmas, achando que de alguma forma haverá algum tipo de melhora na situação do Brasil. Esse deposito de “esperança” nos trâmites políticos através de orientações e até pessoas que representem essas orientações, configura um grave erro, que inclusive já foi cometido no passado, e é exatamente esse erro que pretendemos expor agora, na passagem citada no título deste artigo.

Depois de uma longa trajetória a frente da casa de Israel como juiz e sacerdote do SENHOR, Samuel agora é velho e está cansado, ser juiz do povo de Deus consome muita energia, e ele já não te o vigor de antes. Vendo que já não suportaria o fardo por muito mais tempo, Samuel decide colocar como juízes de Israel seus dois filhos; Joel e Abias. Mas antes de continuarmos sobre a descrição dos fatos que se seguem no texto, é válido uma análise do contexto anterior a essa narrativa.

Samuel, desde o começo de sua história foi um homem envolvido na casa de Deus, como cumprimento da promessa que fez sua mãe; Ana, caso viesse a dar à luz a um filho. A despeito dos filhos de Eli, Hofni e Finéias, que embora tão jovens quantos Samuel, eram maus e faziam o que desagradava a Deus, Samuel desde cedo aprendeu a ouvir a voz do SENHOR e a pensar de acordo com a Lei de Deus.

No capítulo 7 do livro de I Samuel, o profeta desempenha da parte de Deus um papel crucial na recuperação da arca do Senhor e na vitória de Israel sobre os filisteus, de sorte que observando toda a trajetória de Samuel, perceberemos que apesar de ser um importante canal usado pelo Criador para conduzir o povo ao arrependimento (I Samuel 7:3), o que era parte do ministério profético, era o próprio Deus quem administrava a casa de Israel por meio dele, e embora pensemos que pela instrumentalidade de Samuel, Deus tenha sido um governante indireto do povo, quando entendemos quem é o SENHOR, sabendo que todas as coisas ocorrem segundo o bom propósito de Sua vontade, nitidamente chegamos à conclusão que o Rei de Israel sempre foi o próprio SENHOR, tendo desempenhado todos os papeis “cabíveis a um rei”:

1) Libertação e condução do povo à vitória diante dos inimigos: Na história do êxodo, ocorre com o povo, além de liberto da escravidão ou de uma situação de julgo de outro povo sobre si, lemos a ação “militar” de Deus quando vence o exército egípcio, o lançando no mar e o afogando.
2) Provedor e administrador: No caminho pelo deserto, como Rei do povo, o SENHOR providenciou os recursos necessários para que a nação de Israel permanecesse viva, numa que “nem suas sandálias se desgastaram”.

3) Julgamento e aplicação da justiça: quando rebeldes insurgentes se levantavam no meio do povo, com o fim de o corromper e o levar ao erro, promovendo desordem social, o próprio Deus se encarregava de os julgar e punir com a devida demonstração de integridade e justiça.

Constatar assim, que o SENHOR Deus era o Rei de Israel é um caminho lógico a ser percorrido e traçado na própria Escritura. É importante notar isso, para que compreendamos agora com mais nitidez, a fala do SENHOR no versículo 7 do capítulo 8, quando o SENHOR diz: “E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles”.
A observação feita por Samuel é corrigida por Deus, pelo fato de que Samuel analisou a situação pela ordem de que; como os filhos de Samuel eram maus juízes em Israel, ele estava sendo rejeitado e por isso Deus também o estava sendo. Entretanto, a ótica divina ressalta a situação inversa, pois o povo não estava rejeitando Samuel por causa de seus filhos, mas estavam rejeitando o próprio Deus, depositando a melhora da “administração” da nação através de um homem que os governasse como um rei. Ou seja, o povo não estava rejeitando o arauto de Deus para depois rejeitar a Deus, mas estavam rejeitando o governo direto do SENHOR sobre o povo desejando um outro rei.
Aqui talvez seja válida o seguinte questionamento: Será que seria de fato um pecado Israel pedir um rei a Deus? Para responder essa pergunta, devemos analisar um outro texto bíblico, Deuteronômio 17.
O texto diz:

Quando entrares na terra que te dá o SENHOR teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Porei sobre mim um rei, assim como têm todas as nações que estão em redor de mim; Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o SENHOR teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos. Porém ele não multiplicará para si cavalos, nem fará voltar o povo ao Egito para multiplicar cavalos; pois o SENHOR vos tem dito: Nunca mais voltareis por este caminho. Tampouco para si multiplicará mulheres, para que o seu coração não se desvie; nem prata nem ouro multiplicará muito para si. Deuteronômio 17: 14-16.

As condições para estabelecimento de um rei estão arroladas neste capítulo, e uma das que se destacam é o não acúmulo de bens e riquezas. Ou seja, quando Israel se estabelecesse na terra que o SENHOR havia prometido, o próprio Deus se encarregaria de designar um homem que pudesse reinar sobre o povo, e uma das marcas do seu reinado, seria exatamente o não acúmulo de bens baseados em espoliação sobre o povo.

O que ocorre em I Samuel 8, é o inverso desta situação. Como pena por ter rejeitado o governo de Deus desejando um homem que não havia sido indicado pelo SENHOR para ser rei, Israel sofrerá com um monarca que teria como gana primária as riquezas, tesouros e bens que ele acumularia através da imposição de uma servidão sobre o povo.
O cumprimento desse juízo é facilmente notado, no episódio narrado no capítulo 15 do mesmo livro, quando Saul desobedece a ordem de Deus por meio de Samuel, e ao invés de destruir todo o povo dos amalequitas juntamente com seus bens e riquezas, “Saul e o povo pouparam a Agague, e ao melhor das ovelhas e das vacas, e as da segunda ordem, e aos cordeiros e ao melhor que havia, e não os quiseram destruir totalmente; porém a toda a coisa vil e desprezível destruiu totalmente”. Por conta desse pecado, ele fora rejeitado como rei, e o povo posteriormente sofreu derrotas nas mãos dos filisteus, até que Davi fora entronizado, e lutou contra os mesmos, livrando o povo de seu inimigo.

Não está de fato exposto aqui a situação de servidão que o povo teve para com seu rei, embora seja notório que ao longo da narrativa nota-se que o rei tinha servos e servas. A rígida rejeição de Saul como rei, por si só, já revela o grande erro do povo ao ter pedido que um rei fosse ungido, segundo o gosto do povo e não de Deus.

A questão agora é como tudo isso pode se aplicar a nós hoje, e como muito cristãos erram ao depositarem sua confiança e esperança em sistemas políticos.

A situação não gira em torno de como os ímpios agem, numa que certamente eles elegem para si personalidades que lhes parecem mais capazes de promover a paz e a ordem, como redentores de suas vidas, na expectativa de que vivam um mundo melhor, mas em como cristãos observam essas atitudes e as copiam agindo exatamente da mesma forma.

Direita ou esquerda? Socialismo ou libertarianismo? E se nós lhe dissermos que nenhuma nem outra? Agora observemos com atenção o salmo 2.

Este salmo escrito por Davi, com certeza fala acerca do seu reinado e sua perspectiva acerca de como Deus governa a nação de Israel através dele, quando chama a si mesmo de ungido do SENHOR. Entretanto, olhando para a progressão da revelação, entendemos que também pode ser aplicado ao governo de Cristo sobre o mundo, como sendo o Filho de Deus e o real Ungido do SENHOR.

Enquanto os governantes desse mundo, apelam para seu tão frágil momento de poder, o SENHOR dos altos céus, tendo escolhido para si um Rei que governará seu povo, zomba e ri de todos eles. O rei do salmo 2 é apontado como aquele que julgará com vara de ferro as nações, e que seria insensato se rebelar contra ele.

É nítido que há uma divergência clara entre os reis da terra e o Rei dos reis, como, pois, poderíamos achar que há algo neste mundo que poderia prender nossa atenção e esperança crendo que de alguma forma homens poderiam ser a esperança de nações?

Este texto não pode ser utilizado para promover a anarquia, pois sabemos que as autoridades são instituídas por Deus para servirem como instrumentos de justiça. Nem tão pouco estamos falando que é inútil exercermos nossa responsabilidade social, seja através do voto ou de todos os exercícios cívicos exigidos de nós como cidadãos, pois nos é exigido uma conduta moral e social ilibada e isso inclui com certeza uma postura cristã de bom testemunho diante do mundo.

Nossa intenção é fazer nítido a todos que, sua esperança como cristão não está posta em homens, não está posta em sistemas de governo, nem em filosofias de direita, esquerda ou quaisquer outras orientações políticas, mas em Cristo! Somente em Cristo podemos ter alguma esperança de um futuro melhor, que se dará apenas em sua volta, quando destruirá o mal e eliminará de uma vez por todas o pecado.

Nas Escrituras Cristo é chamado de “O Príncipe da paz”, devemos lembrar qual é a função do príncipe no contexto em que esse título foi atribuído ao messias. Geralmente, o príncipe é o filho do rei que exerceria o papel de chefe dos generais dos exércitos. Ele ia lutar as guerras pelo reino, para conquistar os reinos inimigos. Tendo conquistado, declarava que aquele pedaço de terra agora pertencia ao seu reino, e, portanto, ao seu rei. A mesma coisa ocorre com Cristo, Ele é o Filho do Rei, sendo Ele mesmo Rei, que sai em campanha de guerra contra os inimigos. No final de tudo, Cristo vencerá os inimigos de uma vez por todas e declarará a paz neste mundo sendo seu.

Assim, quando depositamos nossa esperança em algum sistema político ou mesmo em algum político, estamos colocando nossa expectativa em outro rei que não Jesus, logo, nos distanciamos da perspectiva do Reino de Deus em seu Cristo. Além do que, estamos alicerçando nosso coração em homens cujos os corações são tão enganosos quanto os nossos, e que cedo ou tarde militarão a causa do mal se não tiverem seus corações regenerados pelo Espírito Santo de Deus.

Em um mundo cada vez pior, realmente é difícil aquietar nosso coração na Rocha Inabalável que é Jesus, todavia, pela Sua Palavra, através do Espirito Santo, podemos e devemos confiar que o nosso Rei virá em nosso socorro, pois Ele está conosco todos os dias, até a consumação dos séculos.

Desta forma, não precisamos clamar como Israel pela unção de um rei, pois CRISTO JESUS É O NOSSO REI! Como cidadãos desse mundo, é bem verdade que temos deveres cívicos e devemos nos envolver na política sim, com o fim de cumprirmos o nosso dever de igreja, sendo aquela que tem o poder das chaves, indicando ao estado e à sociedade o caminho da verdadeira justiça e equidade. Mas nosso coração deve estar guardado quanto a depositar em alguém a esperança que só deve estar em Cristo, pois somente Ele é Rei, tanto do nosso coração quanto de todo universo.

Cristo trinfa!

Fonte: http://reformai.com/3556-2/

O Que Há De Vir

“Atenta para as obras de Deus, pois quem poderá endireitar o que ele torceu? No dia da prosperidade, goza do bem; mas, no dia da adversidade, considera em que Deus fez tanto este como aquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” {Eclesiastes 7:13-14}

Em seu livro “Inteligência humilhada” Jonas Madureira nos mostra ao longo de mais de trezentas páginas a condição de queda do homem que, estando agora contaminado pelo pecado, tem sua razão limitada pela soberania de Deus.

 

Por mais que avancemos em estudos e produção científica ainda nos veremos diminutos ante a magnitude da criação e os mistérios que a envolve. Diante da angústia ou desespero, o Senhor deposita em nosso coração o dom da fé e nos faz avaliar o que outrora era tido como tenebroso e obscuro como um fragmento da revelação divina aos homens. É posta de lado o medo e a incerteza e vem à tona a contemplação.

Mas há muito tempo isso é discutido, e já no livro de Eclesiastes podemos encontrar uma série de meditações sobre a brevidade da vida e a grandeza de Deus. Atentemos para o capítulo sete, versículos treze e catorze.

 

O autor nos exorta a louvar a Deus diante da prosperidade e até mesmo nos dias maus. Em seguida é explicado o porquê: a alteridade da vida nos põe em uma posição de pequenez e se mostra como um meio usado pelo Senhor para impedir de sermos nós mesmos “senhores” dos nossos dias. Nessa trama somos criaturas.

 

O dia que há de vir é um sinal, um gritante sinal, de que você e eu dependemos totalmente de Deus. Não estamos na mão de uma sádico que vê suas criaturas encurraladas em seu plano, estamos diante de um imensurável Amor que nos convida a refletir sobre nossas limitações.

 

Foi o próprio Jesus, encarnação desse Amor, que nos disse “Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida?” (Mt 6:27) e o próprio Jesus, ainda nessa passagem, revela o motivo de tal pergunta: Deus cuida de nós, o tempo todo e todo o tempo (Mt 6:30).

Não importa o que há de vir, pois o amor de Cristo é presente aqui!

Fonte: http://reformai.com/o-que-ha-de-vir/

Com os Olhos Fitos em Ti

Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci. Ec 1.16

Salomão é um dos reis mais famosos da história, e não é para menos, afinal, os seus feitos são grandiosos. No capítulo 1 de Eclesiastes ele fala um pouco sobre suas conquistas e em sinal de amargura exclama: Tudo é vaidade. Salomão explica que foi o homem mais sábio de sua época, aproveitou de todos os prazeres, riu muito, bebeu muito vinho, comeu muita carne, edificou casas, criou grandes bosques, adquiriu tantos escravos, tanta fortuna que ninguém antes dele alcançou, uma quantidade inimaginável de prata e ouro e muitas outras coisas que não dá pra citar, afinal, a lista é gigantesca. Mas no fim de tudo, ele olhou para todas as suas conquistas e rotulou como apenas vaidade e aflição de espírito.

 

Salomão passou a vida inteira se dedicando a sua vida pessoal, olhando apenas para o seu reino, e seu arrependimento nisso é muito nítido.
Agora veja o contraste de Salomão com o Apóstolo Paulo, que se dedicou totalmente a causa do evangelho, não olhando para as coisas desse mundo, mas fitado completamente no Reino de Deus. Paulo relata nas Escrituras vários de seus sofrimentos, alguns deles: diversos espancamentos, apedrejamento, prisões, sofreu três naufrágios, passou por diversas catástrofes naturais, assaltos, fome, sede, frio, nudez, quantas vezes ficou sem dormir?

 

Se Paulo estivesse vivo nos dias de hoje e contasse a sua história para qualquer pessoa que não é cristã, diriam que ele tem pé frio, que precisa se benzer, até mesmo alguns cristãos diriam que ele estava amaldiçoado, estava em pecado e por isso Deus o estava punindo. Afinal, porque Deus que é tão bondoso permitiria que seu tão fiel servo passasse por todos esses problemas quase que diariamente? Deus abandonou seu servo na miséria?

Muito pelo contrário, o Senhor sabia onde os olhos de Paulo estavam, as escrituras dizem “onde está o seu coração, ali estará o seu tesouro” e Deus sabia qual era o grande tesouro de seu servo, por isso, permitia que Paulo passasse por tantas dificuldades, para que ele não esquecesse que sua verdadeira casa estava porvir, para ele não vacilar em momento algum e deixar de ter os olhos fitos na eternidade.

 
É fato que não desejamos a perseguição, mas a falta de perseguição até a morte criou uma geração de crentes “mamão com açúcar”, que tropeçam na rua e já acham que Deus os odeia. A perseguição não nos dá tempo para vacilar na fé, mas nos prepara para receber o galardão que Deus tem preparado aos que O amam.

 

No fim, enquanto Salomão que literalmente ganhou o mundo, morreu se lamentando de suas vaidades, o Apóstolo Paulo que foi rejeitado pelo mundo, morreu com uma felicidade e um empenho de nos causar inveja, ele simplesmente não se lamentou de NENHUM de seus feitos, uma vida cristã com muito arrependimento do pecado, mas sem nenhum arrependimento sobre o uso de seu tempo, uso de sua vida e de sua dedicação para o Reino, ele finaliza com: Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.

 
Oremos ao Senhor para que nos dê essa dedicação pela causa do evangelho, que em nossas orações venhamos a pedir menos para nós e mais para o Reino, que o nosso Eu venha diminuir até desaparecer, para que somente Cristo seja o propósito de nossas vidas.

Fonte: http://reformai.com/3576-2/

Por que os apócrifos não foram incluídos na Bíblia?

A bíblia utilizada por nós, protestantes, possui 66 livros, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento; todos esses livros são divinamente inspirados por Deus. Porém, durante a história do povo de Deus houve várias tentativas de incluir outros livros no Cânon Sagrado, os Apócrifos.

Apócrifo significa algo oculto, algo que não está em devida clareza; os livros apócrifos não foram incluídos justamente por não apresentar a iluminação divina acerca dos mesmos. Esses livros possuem divergências e discordâncias, ensinam doutrinas errôneas contrárias às Escrituras, e principalmente: não possuem o caráter divino. Podem ser lidos como materiais históricos, seus textos possuem uma lógica, contudo não possuem a autoridade para integrar o Cânon Sagrado.

No livro utilizado como base para este artigo,‘’ Evidência que exige um veredito: evidências históricas da fé cristã’’, o autor explica perguntas que eram feitas em alguns concílios a fim de constatar se o livro pertencia ao Cânon ou não:

 

a) Revela Autoridade? – Ou seja, veio da parte de Deus?
b) É profético? – Foi escrito por um homem de Deus?
C) É autêntico? – Qual a validade?
D) É dinâmico? – Veio acompanhado do poder divino de transformação de vidas?
E) Foi aceito, guardado, lido e usado? – Foi recebido pelo povo de Deus?

Eis acima o problema dos apócrifos, alguns podem até possuir uma intencionalidade filosófica ou reflexiva, mas não atendem às perguntas acima. Mesmo que um texto seja bem elaborado, não ter sido escrito por um homem de Deus, não apresentar transformação de vidas e não ser divinamente inspirado já são motivos suficientes para a não-inclusão no Cânon. Receber uma mensagem além da que foi pregada é anátema (Gálatas 1:8).

No Novo Testamento, além dessas perguntas, para atestar que um livro deveria ser incluído no Cânon, deveria ser observado se o livro foi escrito por um apóstolo ou por alguém que teve um contato direto com o mesmo. Isso ocorreu porque foi por meio do Espírito Santo que os apóstolos conduziram o povo acerca da Verdade (João 16:13). Tudo o que precisava ser escrito já foi. Podemos escrever livros, ensaios, comentários, artigos, etc., entretanto, esses textos não terão a Autoridade que a bíblia tem.

Cânon significa ‘’cana’’, ‘’junco’’. O junco era usado como instrumento de medidas, com ele era possível medir algo. No que tange à aplicação nas Escrituras, o cânon significa o padrão de Deus. Ou seja, é o livro padrão, que contém a mensagem padrão de Deus. Somos nós que devemos nos sujeitar a esse padrão, e não esse padrão a nós.

Para a Igreja Apostólica Romana, a bíblia possui mais do que 66 livros. Eles incluíram o que conhecemos por apócrifos. Você perceberá que na bíblia de um protestante o livro de Daniel vai até o capítulo 12, já na do católico vai até o 14. Além dos capítulos de acréscimos, outros livros foram adicionados. Tudo o que foi incluído resulta de uma tentativa de adicionar à mensagem bíblica livros que complementassem a Palavra de Deus, e também pelo fato da Igreja Católica considerar que a mesma está acima das Escrituras por causa da sua tradição interpretativa, interpretação essa que gera abertura para idolatria, tratar um ser humano como divindade, abordar que a salvação é pelas obras, e que a pedra angular sob qual a igreja foi fundada seria Pedro e não Jesus, dentre outros assuntos.

‘’ Deve-se ter mente que a igreja não criou o cânon nem os livros que estão incluídos naquilo que chamamos de Escrituras. Ao contrário, a igreja reconheceu os livros que foram inspirados desde o princípio. ’’
(Livro Evidência que exigem Veredito)

Lembremos do que foi dito em Apocalipse (22: 18-19) acerca de qualquer tentativa de retirar ou acrescentar algo ao livro da Revelação, que menciona que Deus lhes dará flagelos e tirará sua parte na árvore da vida. Embora isso tenha sido sobre o último livro da bíblia, isso nos adverte sobre qualquer tentativa de alterar as Escrituras Sagradas.

‘’Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. ’’
(2 Timóteo 3:16-17)

Fonte: http://reformai.com/por-que-os-apocrifos/

logo